Casal A2

Alexandre e Márcia

No início, relutei. Era difícil assumir que as formas convencionais não tinham dado certo comigo. Mas a vontade que eu tinha de ter um amor me fez vencer o preconceito e o medo de arriscar. Em 2004, fiz a primeira entrevista. Eu estava na sala de espera
e vi um rapaz bonito saindo da sala da psicóloga. Isso me empolgou.
Pela agência tive oito encontros. O papo era bom, mas não rolava uma paixão. Quando não tinha química batia o desânimo. Ate que o Alexandre me ligou. Pela voz, já percebi que tinha um bom humor e que era inteligente. Ele me convidou para sair e, no final da noite, a gente se beijou. Foi lindo, no dia seguinte, saímos para tomar um sorvete e ele me pediu em namoro. Era a tal química que tinha batido, e forte. Tenho a sensação de que a gente já se conhece há anos. Temos gostos parecidos e acho que vai dar certo morar junto. É ótimo estar amando depois de tantos anos sozinha. Estou construindo um relacionamento com um homem especial, que eu já admiro e que me atrai. Com o Alexandre, sou feliz, relata Márcia.
 Sempre priorizei a profissão. No pouco tempo que sobrava, saía com os amigos, mas sabia que a chance de conhecer alguém legal na noite era mínima. Em 2001, conheci a dona de uma agência de casamentos, que me explicou como era o seu trabalho.



O que mais me atraiu foi a possibilidade de encontrar alguém que gostasse das mesmas coisas que eu. Assim, conheci sete mulheres. Lembro que meu primeiro encontro deste tipo não foi bom, não deu aquele clique. O segundo foi uma paixão avassaladora, que terminou em um mês. Mesmo assim, não desanimei. Eu continuava a sair com amigos e a agência era uma dentre tantas possibilidades de conhecer alguém. Em janeiro conheci a Márcia e a pedi em namoro. Não tenho vergonha de dizer que a conheci pela agência.
Os amigos dizem que não teriam coragem de assumir, que isto demonstra incapacidade de conseguir uma namorada sozinho. Mas, se eu fosse contar apenas com o destino, talvez não encontrasse a Márcia e não vivesse esse grande amor, diz Alexandre.